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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A criança e o judô

Começo de ano: época de rematrícula nas escolas. Para os pequenos, cada ano letivo é um recomeço e apresenta uma novidade e, para muitos deles, é chegada a hora de estrear na prática de uma modalidade esportiva. O judô é uma alternativa bastante oferecida pelos colégios neste momento do primeiro contato das crianças com o esporte na vida escolar. Mas muitos pais ainda têm receio de matricular os filhos na modalidade, por terem uma série de dúvidas sobre seus benefícios.

O especialista Mario Cesar Martins, proprietário da Academia Científica Atitude (http://www.atitudesp.com.br/), conhecido no meio como Sensei Marinho, nos ajuda a elencar os benefícios do judô para os pequenos, desmitificando a modalidade. “O judô é como uma poupança feita durante a infância, para fortalecer os códigos morais dos pequenos atletas na pré-adolescência e na adolescência”, explica.

Antes de listar os benefícios da modalidade, Martins fala sobre a esperança de muitos pais de que a prática esportiva faça com que a criança canse e “desabe” ao chegar em casa. “Antes de enxergar os treinos como a solução para controlar a energia da criança, deve-se entender que, muitas vezes, o gasto energético não é grande o suficiente para este efeito que muitos esperam, de ‘cansar’ o pequeno atleta”, afirma.

Isso acontece, segundo o especialista, porque uma aula séria deve adequar a intensidade e o volume do treino à idade da criança. Desta forma, evita-se que o aluno tenha lesões e também desgaste, inclusive emocional. “Os pais devem conhecer o professor e também saber os conceitos e objetivo da modalidade, para verificar se eles vão ao encontro das crenças da família”.

Além do fortalecimento da estrutura física dos praticantes, Martins ressalta uma série de benefícios para os pequenos que começam a praticar o judô na primeira infância. “Todas estas qualidades do esporte ajudam a construir a personalidade da criança”, diz.

Entre elas, o especialista destaca o equilíbrio, não apenas físico, como também emocional. “A criança passa a confiar em si própria e na sua capacidade de realizar conquistas. Ao mesmo tempo, tem noções de hierarquia e entende que é fundamental respeitá-la para ter sucesso nestas conquistas”, afirma.

A modalidade também ajuda a desenvolver a concentração e a coordenação motora dos pequenos. “Esta é uma fase em que eles correm demais, e acabam caindo diversas vezes. O judô faz com que eles aprendam a cair, protegendo a cabeça e evitando consequências mais graves”, explica Martins.
O judô também é fundamental para eles firmarem suas noções de responsabilidade (que cresce a cada mudança de graduação) e de organização, tanto de seus pertences quanto do raciocínio. “Outro benefício visível para os pais é a melhora nas relações intra e interpessoal. As crianças passam a conhecer limites e a respeitar ainda mais os amigos e também os oponentes”, finaliza o especialista.

Mario Cesar Martins tem mais de 30 anos de vivência e aprendizagem profissional em artes marciais, atuando em escolas, clubes, associações e academias. Desenvolveu um sistema de trabalho diferenciado, associando os princípios do desenvolvimento humano à filosofia oriental. Desta forma, busca direcionar alunos que apresentam problemas motores, sociais, afetivos ou cognitivos, gerando mais autonomia para seu dia a dia e elevando sua autoestima. É bicampeão brasileiro de judô (1984/1985).


Fonte: Portal Segs


 
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sem visão, lutador de RO supera limites e aprende jiu-jítsu pelo tato

Esporte trouxe um novo sentido para a vida do garoto, que sonha em se tornar lutador profissional. A deficiência veio ainda quando criança, mas não o impediu de lutar.


Foto: Franciele do Vale

Aos quatro anos de idade, o mundo em volta de Lucas Eduardo Martins, de 14 anos, se transformou em vultos e flashs de luz. A falta de visão fez com que ele conhecesse a vida através do tato. Com o toque, Lucas diferencia os objetos, a mobília da casa e escolhe suas roupas. Foi também pelo toque que ele aprendeu a lutar jiu-jítsu, o esporte que mudaria radicalmente sua vida. 

O garoto de sorriso fácil e porte físico de atleta, nem de longe lembra o menino acima do peso e triste que há cerca de três anos chegou à academia de jiu-jítsu, do sensei Russo Pereira, que teve a grata missão de ensinar a arte marcial para Lucas. O método de ensino foi diferenciado e lento, mas a cada golpe novo que o jovem aprendiz realizava com sucesso, a relação professor e aluno ia seguindo além do tatame.  

- Foi um desafio pra mim no começo porque eu não tinha ideia de como ensiná-lo. Foi meu primeiro aluno cego e acredito que na nossa região foi pioneiro. Não tinha uma referência para me basear e eu tive que descobrir tudo. Foi quando notei que o tato dele era muito aguçado e tinha uma excelente memória fotográfica. Para ensinar um golpe a Lucas, eu me posiciono, ele me toca e depois reproduz o movimento. É preciso ter paciência, vontade e também requer experiência por parte do professor - conta o sensei. 
Com o passar do tempo, Lucas desenvolveu habilidade para o esporte. Foi uma fórmula perfeita, como feitos um para o outro. Quem conhece, garante: ele é um aluno dedicado e disciplinado. O sensei acredita ainda que a sensibilidade do jovem adquirida pela falta da visão fez com que o garoto tivesse capacidade de absorção maior ao que lhe foi ensinado. Para Russo, trabalhar com Lucas foi um desafio, mas também uma experiência que ele deve levar para toda vida. 
- O desafio de ensinar movimento a movimento através do tato para um garoto cego representa que a fronteira do espírito humano está mais além. Cada um marca sua fronteira, mas se eu achar que posso ir além, eu vou cada vez mais longe. Dessa experiência tirei uma lição de vida. - comenta.
O respeito e admiração faz parte dessa relação. Com amor e confiança, em 2014 Lucas disputou o Campeonato Estadual de Jiu-Jítsu e lutou contra um garoto que enxerga. Dentro do tatame foi o grande campeão e levou a medalha de ouro. O campeonato, então, aguçou a vontade do garoto de ser lutador profissional. 
- Não tive nenhuma dificuldade em lutar contra alguém que enxerga. Foi muito tranquilo pra mim e normal. Quero participar de mais campeonatos e ganhar experiência para construir uma carreira no jiu-jítsu. Meu sonho é ser profissional - destaca.
Com essa vontade, Lucas pode chegar longe, ou ir para bem longe. Em abril deste ano ele participa de uma seletiva que deve acontecer em Manaus, para participar de um campeonato de em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Porém, nesse campeonato ele deve lutar com garotos na mesma condição dele, segundo o sensei Russo. 
Vida em família
A família é a base da vida de Lucas. Ela é formada por pessoas que sempre estiveram ao seu lado, principalmente nos momentos difíceis causados pela perda precoce da visão. Morando com a avó, dona Juraci Faustino e com o pai José Antônio de Jesus, numa casa no Bairro Setor 5, em Ariquemes, ele enfrenta as dificuldades de viver com poucos recursos, como milhões de brasileiros. O local é simples, mas de uma delicadeza única e reflete o toque de carinho de dona Juraci. Nesse ambiente repleto de amor, Lucas cresceu. Com os olhos marejados, a doce avó explica como o neto perdeu a visão.
- Ele herdou a catarata congênita do pai. Fez quatro cirurgias mal sucedidas e na última teve descolamento na retina, o que ocasionou a falta de visão irreversível ainda quando tinha quatro anos de idade. Foi muito difícil para toda a família porque ele era uma criança ainda, mas graças a Deus hoje está bem e é menino muito bom - elogiou a avó.
Lucas conta que a cegueira não é completa, já que ele enxerga vultos e consegue localizar as coisas que estão a sua volta. E se pudesse voltar a enxergar, está na ponta da língua o que ele mais sonha em ver de forma nítida e clara. 
- Ver o rosto da minha avó e do meu pai é meu maior sonho. São pessoas muito importantes na minha vida e sou grato a eles - disse.


É um exemplo fantástico de superação, de amor e dedicação à missão, por parte do aluno e seu mestre. 
Parabéns ao Lucas Eduardo e ao sensei Russo Pereira. 
Adoramos histórias assim. São realmente muito motivadoras. 
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Projeto de aulas gratuitas de judô em Mogi abre inscrições para 2015

Treinos começam no dia 26 de janeiro e acontecem no Centro Esportivo do Socorro de manhã, à tarde e à noite. Podem participar crianças com mais de sete anos


Sensei Paulino Namie é o responsável pelo projeto de judô.


Estão as abertas as inscrições para o projeto de judô do Centro Esportivo do Socorro, em Mogi das Cruzes. As aulas são gratuitas e voltadas para crianças a partir de sete anos de idade, de ambos os sexos. Os treinos começarão no dia 26 de janeiro e terão horários nos três períodos. O projeto é coordenado pelo sensei Paulino Namie, um dos técnicos das equipes de competição de Mogi, e já revelou atletas que disputam torneios pelas categorias de base da seleção brasileira, como Tácio Santos, Aine Schmidt e Gabriela Clemente.

Os interessados em participar do projeto devem comparecer à unidade esportiva com documento de identidade, comprovante de residência e três fotos 3x4. Para participar, é necessário ter o judogui, uniforme utilizado na prática do sumô. O Centro Esportivo do Socorro fica localizado na rua Rogério Tácola, número 118, no bairro do Socorro, em Mogi das Cruzes.


Fonte: GloboEsporte

Foto: Thiago Fidelix


É uma excelente oportunidade para iniciar uma criança na "arte suave", que é o nosso querido Judô.

Admiramos iniciativas assim! É por isso que também apoiamos com muito carinho o Projeto do Instituto Reação.