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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A história do Jiu-Jitsu (Parte Final)

Em 1917, um adolescente de nome Carlos Gracie (1902–1994) viu pela primeira vez, em Belém, uma apresentação do japonês que era capaz de dominar e finalizar os gigantes da região. Amigo de seu pai, Gastão Gracie, Maeda concordou em ensinar ao garoto irrequieto a arte de se defender. Em suas aulas, ensinava a Carlos e a outros brasileiros – como Luiz França, que mais tarde seria mestre de Oswaldo Fadda – os conceitos de sua arte: em pé ou no chão, a força do oponente deveria ser a arma para a vitória; para se aproximar do adversário, o uso de chutes baixos e cotoveladas deveriam ser os artifícios antes de levá-lo para o chão. Para evolução nos treinos, lançava mão do randori, o treino à vera com um companheiro.


Carlos simula golpe em Helio Gracie. 
Foto: José Medeiros/O Cruzeiro



Aluno fiel, Carlos Gracie abraçou de vez o Jiu-Jitsu e, para lamento da mãe que sonhava ver mais diplomatas na família célebre, passou a incutir nos irmãos o amor pela arte. Um de oito irmãos (Oswaldo, Gastão Jr., George, Helena, Helio, Mary e Ilka), Carlos abriu, em 1925, a primeira academia de Jiu-Jitsu da família Gracie. Nos jornais, o anúncio era uma obra-prima do marketing: “Se você quer ter um braço quebrado procure a academia Gracie”.

O grande mestre teria 21 filhos, sendo que 13 deles se tornariam faixas-pretas. Cada membro da família passou, então, a fortalecer a arte e a acrescentar mais um elo à corrente criada por grande mestre Carlos, fundador e guia do clã, além do primeiro membro da família a se lançar numa luta sem regras, a que chamou de “vale-tudo”. Foi em 1924, no Rio de Janeiro, quando Carlos Gracie enfrentou o estivador Samuel, conhecido atleta da capoeira.
Helio Gracie tornou-se, rapidamente, o destaque entre os irmãos, pelas inovações técnicas que promoveu como instrutor e pelo espírito indomável que não combinava com o porte franzino. Em consonância com as táticas de Conde Koma, os Gracie continuaram, no Rio de Janeiro, os desafios a capoeiristas, estivadores e valentões de todas as origens e tamanhos. Se em pé tais brutamontes botavam medo, no chão viravam presa fácil para os botes e estrangulamentos que os capturavam como mágica.
As vitórias da família em lutas sem regras foram se acumulando e virando lendas e manchetes nas primeiras páginas. Os alunos famosos também – artistas, arquitetos, ministros de estado, prefeitos, governadores, cirurgiões e doutores de todos os ofícios.
Além dos desafios, os campeonatos entre praticantes, com regras exclusivas do Jiu-Jitsu, se fortaleciam, abastecidos por dezenas de academias diferentes. Nos anos 1960, quando Carlson Gracie já pegara o bastão de seu tio Helio como linha de frente do clã no vale-tudo, um passo importante foi dado para a consolidação do Jiu-Jitsu esportivo. Em 1967, a Federação de Jiu-Jitsu da Guanabara, no Rio de Janeiro, foi criada, sob autorização da Confederação Nacional de Desportos do país. Entre as regras ainda primitivas, manobras como queda, montada de frente com dois joelhos no chão e pegada pelas costas rendiam um ponto ao competidor. A duração dos combates na categoria adulta era de cinco minutos, com prorrogação de três. O Jiu-Jitsu ganhava oficialmente tempo e pontuações.
O presidente da Federação era Helio Gracie, e o presidente do Conselho Consultivo era Carlos. Seu primogênito, Carlson, era o diretor do departamento técnico. O primeiro vice técnico era Oswaldo Fadda e o segundo, Orlando Barradas – ambos professores de Jiu-Jitsu. João Alberto Barreto, notável aluno dos Gracie, foi nomeado diretor do departamento de ensino, que tinha como vice-diretor um irmão de Carlson, Robson Gracie – todos hoje grandes mestres da arte.
Nos anos 1990, a arte teve um novo boom. Em duas frentes: criado por Rorion Gracie em 1993, o Ultimate Fighting Championship deu o pontapé inicial (no queixo) no esporte midiático conhecido hoje como MMA. A partir do ídolo Royce Gracie, e com o suor derramado por irmãos e primos aparentemente invencíveis como Rickson, Renzo, Ralph, Royler, Ryan, Carley e companhia, o Jiu-Jitsu como arma de defesa pessoal estava consagrado.
Em outra frente, Carlos Gracie Jr. seguiu a obra do pai na organização dos campeonatos e no fortalecimento da arte como esporte regulado. Estava criada, assim, em 1994, a Federação Internacional de Jiu-Jitsu, assim como a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro, que hoje promovem torneios para mais de 3 mil atletas de mais de 50 países, como o Campeonato Mundial, realizado anualmente desde 1996.
Um século depois de Conde Koma desembarcar no Brasil, nosso Jiu-Jitsu hoje pode ser praticado do Alasca à Mongólia, de Abu Dhabi ao Japão.
O resto da história continua a ser escrita por cada faixa-branca que ingressa numa academia de Jiu-Jitsu.

Fonte: Graciemag


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Suplementos para atletas cresce 34% com popularização do UFC


As artes marciais mistas caíram no gosto do brasileiro. Depois de ocuparem canais de televisão aberta, as lutas já viraram até reality show. É o caso de The Ultimate Fighter, programa do Ultimate Fighting Championship (UFC) que promove lutadores de todo o mundo ao maior evento de artes marciais do planeta.
À reboque dessa onda das artes marciais mistas e dos esportes de alta perfomance, os suplementos alimentares tem ganhado mais espaço na despensa de marombados, corredores e atletas em geral. Estima-se que este mercado – ainda pouco monitorado – tenha avançado a uma taxa de 15% ao ano.
Quem comemora são as fabricantes nacionais, que experimentam uma mudança cultural e um certo incremento nas vendas.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Intercâmbio no Japão ajuda na evolução dos atletas brasileiros

No campo esportivo, a relação entre Brasil e Japão é antiga e, até 2016, o intercâmbio entre os atletas dos dois países deve se estreitar. Durante este mês de maio, as seleções de judô, lutas associadas e tênis de mesa tiveram período de treinamentos na terra do sol nascente.

O intercâmbio faz parte da parceria firmada entre a Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) e a Federação Japonesa da modalidade, uma das potências mundiais no esporte.



Na luta olímpica, oito atletas estão lá desde o dia 8, com retorno ao Brasil previsto para o dia 26 de maio, participando de treinamentos no Centro de Nacional de Treinamento, em Tóquio. A preparação visa ao Campeonato Mundial, que será disputado no Uzbequistão, em setembro. É a primeira vez que a delegação brasileira viaja para intercâmbio em território japonês. A ideia é que elas troquem experiências com as japonesas, que sempre estão brigando por uma medalha olímpica.

No primeiro momento, o convênio com os japoneses levará os atletas brasileiros três vezes ao ano para treinar na terra do sol nascente e os japoneses virão para competir na Copa do Brasil. 
“Acho que esses dois anos serão de investimentos mais intensos na modalidade. A parceria com o Japão é uma ação com duas característica diferentes: alto rendimento e a visão de legado, com a capacitação dos nossos treinadores, que terão a oportunidade de aprender com a melhor escola de treinadores do mundo”, explica o presidente CBLA, Pedro Gama Filho.
O judô também aposta na convivência com os adversários para evoluir nos tatames. Ao todo, o Brasil levou 12 judocas para treinar todos os dias, em dois períodos, com a seleção japonesa. Os homens ficaram do dia 2 a 16 e a equipe feminina, entre os dias 7 e 20 de maio. O foco do treinamento é a preparação para o Campeonato Mundial, em agosto, na Rússia.



Por meio de parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) contratou a treinadora japonesa Yuko Fujii em maio de 2013. A treinadora trabalhou com a equipe britânica em preparação para os Jogos de 2012 e ajudou os judocas ingleses a subirem ao pódio no esporte em que não tinham tradição.

No Brasil, Yuko trabalha fundamentos do judô na seleção principal e ainda na prospecção de talentos em cada uma das federações, além de trabalhar com a qualificação dos técnicos brasileiros, especialmente os do judô feminino, nas federações e clubes.

Fonte: http://bit.ly/1npfasR



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Judocas da seleção brasileira viram "power rangers" em treino no Japão

Desde o dia 7 de maio/2014 no Japão para treinamento de campo com a seleção japonesa, as judocas brasileiras estão pegando pesado com duas sessões de atividades diárias. Tudo isso de olho no Mundial Chelyabinsk, na Rússia, de 25 a 31 de agosto. 

Apesar dos fortes treinos, a equipe encontrou uma brecha para a descontração. Sarah Menezes, Erika Miranda, Ketleyn Quadros, Maria Portela e Rochele Nunes incorporaram os "Power Rangers" e, com máscaras coloridas, posaram para o registro da técnica Rosicleia Campos: "Só sendo super-heroínas para aguentar esse treinamento no Japão".






As meninas da seleção fizeram poses com toucas coloridas e numeradas:

1) Érika Miranda, de vermelho
2) Sarah Menezes, de azul
3) Maria Portela, de amarelo
4) Ketleyn Quadros, de verde
5) Rochele Nunes, de rosa

Nesse caso, as atletas haviam feito 15 randoris (simulação de luta) de seis minutos com intervalo de apenas 25 segundos de descanso entre eles. A imagem rendeu uma montagem na página Judoca Italiani, nas redes sociais: “Judocas Brasileiras Power Rangers”. 



Fonte: Globo Esporte (http://glo.bo/1ljnedg)

Até mais!